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Dinheiro

Evoluções tecnológicas revolucionam a presença do dinheiro em nossa sociedade

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Postado em 21/08/2020 às 21:48 |

No reino animal, é comum encontrar exemplos de espécies que mesmo após conquistar o domínio de um grupo ou de todo um habitat para si, ainda procuram expandir suas fronteiras para além do que já conseguiram. O ser humano não foge muito a essa regra, uma vez que ele raramente se encontra satisfeito com aquilo que já tem.

Entretanto, em vez de buscar o confronto para saciar nossas vontades, nós optamos pelas trocas. Essas trocas são lugar-comum entre seres humanos há bastante tempo, com registros sobre eventos onde trocamos nossas posses pelas de outrem por um valor considerado justo por ambas as partes. Conforme fomos evoluindo como espécie, tais trocas acabaram se tornando uma parte vital da estrutura da sociedade, se dando por meio do comércio.

No entanto, sempre foi complicado realizar tais transações quando os bens a serem trocados tinham naturezas e tamanhos distintos. Imagine comprar um caminhão de peças de carne para um supermercado com o valor da transação sendo o equivalente ao peso de legumes e verduras. Alguém sairia perdendo. Por sorte, a criatividade humana acha sempre um caminho para o seu progresso, e as moedas, que já tiveram várias formas e elementos compondo sua representação física, foram a solução encontrada para tal dilema. Ainda que seu conceito e sua materialização tenham sido definidos há bastante tempo, as moedas são até hoje um dos elementos mais importantes da nossa sociedade e continuam a evoluir, passando, atualmente, do modo físico para o virtual e acompanhando, assim, a nossa própria integração aos ambientes digitais.

Evoluções 

O surgimento da moeda e sua consequente popularização acaba representando uma quebra de paradigma para as sociedades antigas em que esse conceito se fez presente. Com as moedas, tornou-se possível mensurar valores comuns entre os itens a serem comercializados, assim como também passou a ser possível medir os rendimentos e as riquezas dos elementos que compunham o povoado, a cidade ou o estado em si.

Nesses tempos, a importância de se ter valores derivados de algo “concreto” e realmente valioso ainda era visto como uma necessidade. Por isso, deu-se a opção pelo uso de moedas feitas de metais preciosos, como ouro e prata –, assim como a consequente prática de falsificação dessas moedas com metais mais leves e mais fáceis de encontrar, mas com aparência ainda semelhante às moedas “originais”.

Algum tempo depois, viu-se que era mais prático para os próprios governantes terem domínio sobre os metais preciosos em seus cofres. Enquanto isso, as moedas poderiam tomar a forma de metais cujo valor em si não era muito alto, antes serem cunhados com os selos oficiais que ligavam a moeda ao lastro do governo em questão.

O próximo passo nessa linha do tempo foi o papel-moeda. Ele surgiu a partir das notas de dívida e de títulos dados por agentes públicos e privados, que davam direitos aos proprietários dessas notas de retirarem valores de entidades como os grandes bancos. Logo, viu-se que essas notas poderiam ser utilizadas para trocas comerciais, como era feito com as moedas, e que elas facilitavam todo o processo por ser muito mais fáceis de carregar e de contar.

As notas e as moedas ainda são amplamente utilizadas, no entanto, o paradigma mais recente é o do pagamento digital. Com o lastro governamental sobre o ouro sendo praticamente abandonado pelo mundo a partir da década de 1970, hoje os grandes bancos centrais podem criar moeda a partir de uma mudança de dígitos nas contas dos bancos ligados ao seu sistema. Algo semelhante ocorre com o pagamento de salários, tomadas de empréstimo, compras, entre outras transações que fazem parte do nosso dia a dia.

Com isso, indústrias diversas têm tido cada vez mais foco em lançar mão dessa tecnologia, uma vez que ela serve para facilitar (e muito) a relação entre produtores e consumidores. Com o ambiente digital sendo cada vez mais o "local" em que mais passamos tempo, é natural que muitas das transações agora também possam ser feitas virtualmente. Isso faz com que plataformas de diversas naturezas passem a dar dicas aos usuários, o que acaba funcionando basicamente como uma cartilha de boas práticas no mundo virtual.

Em nossa cidade, a Prefeitura de Atibaia tem os pagamentos digitais como foco, principalmente em datas inusitadas como a Black Friday, em que são dadas aos cidadãos da região dicas a respeito das melhores práticas para fazer compras online em meio a tantas promoções. Enquanto isso, sites relacionados a diferentes setores fazem o mesmo. Plataformas como a Casinos.pt, por exemplo, indicam a seus consumidores quais são os métodos de pagamento disponíveis no mundo do iGaming, além de dispor de uma lista criteriosa que elenca os melhores cassinos da rede. Tudo para ajudar os clientes a navegarem com mais confiança por essa transição que estamos vivendo do mundo físico para o online. As próprias plataformas de pagamento online, como o PayPal e o PagSeguro, possuem seções em seus portais que ensinam tanto a clientes quanto a empresários as melhores práticas de realização de compras e vendas em ambiente digital.

Sem dinheiro físico

Não sabemos ainda se o pagamento digital representará o paradigma definitivo para a evolução dos meios de troca que utilizamos, mas ele é talvez o prenúncio de um ponto que demonstra que novas evoluções dificilmente acontecerão sem que ocorra também uma revolução tecnológica.

Vê-se isso em lugares que já estão próximos de ser chamados de “sociedades sem dinheiro” – o que, na verdade, significa que sua população já quase não usa mais notas e moedas para as suas trocas. Esse é o caso de países como a Suécia, onde apenas um por cento do produto interno bruto gira em torno do uso da moeda física.

Essa parece ser uma evolução natural para sociedades que têm meios de pagamento digital disponíveis. No entanto, em lugares como o Brasil, onde as desigualdades sociais ainda são um impeditivo para a inclusão social e digital, essa mudança talvez leve mais tempo para acontecer.

Por isso, tanto as moedas de metal quanto a sua contraparte em papel continuarão tendo uma presença marcante em nossa sociedade. Isso até o longínquo dia em que nossas atuais desigualdades não serão mais uma barreira para a integração digital.


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