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Eleições 2026

Ministério Público pede impugnação da candidatura de Saulo Pedroso a deputado federal

Ação no TRE-SP aponta falta de documentos atualizados sobre processos judiciais em andamento; Candidato de Atibaia, ainda poderá apresentar defesa

Publicado em 18/08/2026 às 10:34
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A candidatura de Saulo Pedroso (PSD) a deputado federal em 2026 entrou no radar da Justiça Eleitoral. A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo pediu a impugnação do registro do parlamentar, que tem forte ligação com Atibaia, onde já foi vereador, presidente da Câmara Municipal e prefeito por dois mandatos.

O caso começa com dois processos criminais citados na documentação analisada pela Justiça Eleitoral. Um deles teve início em 2021 e aparece nos registros do Tribunal de Justiça de São Paulo relacionado a crimes atribuídos a agentes públicos. Segundo a Procuradoria, Saulo foi condenado em primeira instância nesse processo e apresentou recurso.

O problema, segundo o Ministério Público Eleitoral, é que a documentação entregue agora para o registro da candidatura não esclarece o que aconteceu depois desse recurso. A certidão apresentada teria informações apenas da primeira instância e não mostraria se o Tribunal de Justiça já analisou o caso ou qual foi o resultado, já que uma condenação apenas em primeira instância não torna automaticamente um candidato inelegível.

Há ainda um segundo processo, iniciado em 2025. Nesse caso, a Procuradoria afirma que Saulo não apresentou uma certidão que mostra de forma mais completa o andamento da ação, as decisões já tomadas e a situação atual do processo. Sem essas informações, o Ministério Público diz não ser possível verificar com segurança se existe algum impedimento eleitoral.

Com a proximidade das eleições de 2026, essas pendências passaram a fazer parte da análise do pedido de registro de candidatura. Em 13 de agosto, a Procuradoria Regional Eleitoral apresentou oficialmente uma ação de impugnação ao TRE-SP e pediu que Saulo seja chamado para apresentar sua defesa e os documentos atualizados.

Saulo terá a oportunidade de explicar a situação dos processos, apresentar certidões e contestar os argumentos da Procuradoria. Depois disso, caberá ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo decidir se o registro da candidatura será aceito ou negado.

Fonte: Portal da Cidade Atibaia

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