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Vizinhos de casa em que Fabrício Queiroz foi preso relatam surpresa com operação

Prisão ocorreu na manhã desta quinta-feira (18) no bairro Jardim dos Pinheiros.

Postado em 18/06/2020 às 19:28

(Foto: TV Globo)

Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (18) em Atibaia, no interior de São Paulo. A ação da polícia faz parte da investigação que apura esquema de "rachadinha" na Assembleia Legislativa do estado (Alerj).

O ex-servidor público estava em um imóvel no bairro Jardim dos Pinheiros quando foi levado pela Polícia Civil. Os vizinhos da casa, que pertence a Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, dizem que não sabiam que Queiroz estava no local.

Os moradores próximos afirmam que o local era tranquilo, sem movimentação até a manhã desta quinta-feira.

"Não tinha a menor ideia. Ele era meu vizinho de muro. Eu nunca vi nenhum tipo de movimentação aí. Essa rua é muito tranquila, então não aparece ninguém aqui", comentou a vizinha da propriedade, Alba Ramos.

Morador próximo do local, Silvio Caldas disse que acordou assustado. "[acordamos] super assustados, com dois helicópteros sobrevoando a área. Como minha rua é aqui de trás, fiquei impressionado. E assustado", disse.

De acordo com o caseiro da residência, Queiroz morava em Atibaia há mais de um ano. Logo após a prisão, ele e a mulher saíram do imóvel. Retornaram na sequência para buscar uma mala, mas não quiseram gravar entrevista.

Pessoas que eram do convívio de Frederick Wassef, dono da casa onde Queiroz foi preso, afirmaram que o imóvel pertence à família Wassef há muitos anos. O advogado Frederick Wassef costumaria frequentar a casa principalmente aos fins de semana. Há algum tempo a casa passou a ser utilizada como escritório.

Consultas no hospital

Ao longo deste ano, Fabrício Queiroz passou por consultas médicas no Hospital Novo Atibaia. O hospital, por meio de nota, afirmou que Fabrício Queiroz não estava em tratamento de saúde regular nesta instituição.

A assessoria confirma, porém, que o paciente passou por uma consulta em janeiro deste ano, mas não divulgou os detalhes dessa consulta.

Prisão preventiva

O mandado de prisão preventiva - sem prazo para acabar - foi expedido pela Justiça do Rio de Janeiro, num desdobramento da investigação que apura esquema de "rachadinha" na Assembleia Legislativa do estado (Alerj). No esquema, segundo a investigação, funcionários de Flávio, então deputado estadual, devolviam parte do salário, e o dinheiro era lavado por meio de uma loja de chocolate e através do investimento em imóveis.

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