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O profissional que as empresas procuram

Recentemente fui convidado para palestrar sobre um assunto que foge dos temas que estou acostumado a falar. Geralmente palestro sobre indicadores, relatórios e empreendedorismo para profissionais que já estão ativos no mercado, porém, desta vez falei sobre o tema empregabilidade para um monte de universitários e a experiência foi incrível!


 


Primeiramente, descobri que esse assunto não só é muito importante como também o quanto poderia contribuir ao compartilhar aquele conteúdo com o público.


Para fazer o conteúdo dos slides, comecei assistindo palestras deste tema que estavam disponíveis na internet. A cada vídeo que assistia percebia que todos basicamente falavam da mesma coisa: faça inglês, informática e se especialize em sua área.


Eu não queria fazer uma palestra tão comum e batida, e nem queria ter em minha consciência que estava plagiando conteúdo, portanto comecei a resgatar o que vi em minha própria vida e analisar o que fiz ou deixei de fazer e que impactou diretamente nos resultados que tive até hoje.


Além disso comecei a me recordar de momentos que presenciei em que outras pessoas se deram bem ou mal em seus trabalhos devido as atitudes que tomaram. Com tudo isso em mente abri meu PowerPoint e comecei a criar meu próprio conteúdo.


A palestra aconteceu e recebi muitas congratulações pelo conteúdo, portanto resolvi escrever justamente sobre isso na coluna de hoje. Irei resumir a palestra nos próximos parágrafos.


O óbvio que muitos não veem


Antes de tudo, começo com uma frase que é óbvia, mas vejo que muitas pessoas se esquecem desse detalhe ao procurar um emprego ou ao pedir aumento para o chefe:


“NINGUÉM IRÁ TE CONTRATAR PORQUE VOCÊ É POBRE OU ESTÁ DESEMPREGADO. NINGUÉM IRÁ TE PROMOVER PORQUE VOCÊ ESTÁ ENDIVIDADO E PRECISA DE MAIS DINHEIRO”


Empresas não são casas de caridade, elas buscam lucro. Mesmo assim vejo pessoas que saem procurando emprego com a conversa que estão precisando. Na minha lógica, todos que buscam emprego estão precisando, seja de dinheiro ou de ocupação, o contratante está interessado no que elas têm a oferecer e não no que elas precisam. A recíproca é verdadeira, ninguém está querendo trabalhar em determinada empresa porque ela está com problemas financeiros e precisa de ajuda, pelo contrário as pessoas querem abandonar o barco nestas situações. Então caro leitor, nunca mais diga que busca um emprego por que está sem dinheiro.


A culpa é deles


Outra coisa que vi muito em minha vida foi pessoas que sempre botavam a culpa de seus fracassos em outros. Pessoas que falam que não tem oportunidade por que o governo não ajuda, os pais não pagam ou os amigos não incentivam. Neste momento da palestra, mostrei o quadro de medalhas das olimpíadas 2016 e mostrei que obviamente os resultados podem ser melhores quando se tem incentivo, mas ressaltei a história de Isaquias Queiroz, atleta que conquistou 3 medalhas para o Brasil em um único evento olímpico, fato inédito para o Brasil. De uma pequena cidade, sem muitas condições financeiras, sem perspectiva saiu um grande atleta que nunca teve tempo para reclamar da falta da ajuda do governo, ele simplesmente usou este tempo para treinar e buscar suas oportunidades.


Tempo. Todos temos 24 horas para fazer o que quisermos. Todos os dias. Cabe a cada um escolher como irá usar essas horas a seu favor. Algumas pessoas, estudam, outras assistem TV, outras jogam vídeo game e por aí vai. Não quero dizer o que você deve fazer, mas tenha em mente que isso é extremamente importante e definirá o seu futuro.


A cultura dos vencedores


Você já deve ter feito esta pergunta para si mesmo: “Por que milionários como Mark Zuckerberg, Silvio Santos ou Trump ainda trabalham se já tem dinheiro suficiente para viver bem o resto da vida deles, dos filhos e dos netos? ”


Por muito tempo meu pensamento era que se ficasse rico o suficiente, iria abandonar tudo e viver somente aquela boa vida, viajando e comendo nos melhores lugares. O tempo passou e hoje entendo porque eles não param. Existe uma cultura enraizada na mente de cada um deles e que por ventura também já entrou em minha cabeça: a cultura do trabalho. Trabalho hoje não só pelo lucro, pelo salário, mas hoje exerço minha profissão porque sei que sou útil ao mundo, pela responsabilidade de que sem mim, pessoas ficariam sem seus empregos, sem educação. Trabalho hoje porque trabalhar também me faz bem. Nós humanos fomos feitos para trabalhar e isso deveria ser um prazer para nós.


A rádio peão


Por fim, falei da famosa rádio peão, que já vi de perto e considero um dos maiores venenos para o trabalhador. O termo rádio peão é muito antigo, ouvia meu pai dizer há mais de 20 anos atrás e é um termo popular e, um pouco preconceituoso, que se explica por fofocas que correm dentro de um ambiente corporativo e que geralmente é propagado pelos colaboradores da classe hierárquica mais baixa e quase nunca chega aos ouvidos dos superiores.


Tenha como exemplo uma máquina de café. Um colaborador vai até a máquina para pegar o cafezinho e a máquina não está funcionando. Esta mesma pessoa vai até o colega e fala mal da empresa porque não cuida da manutenção da máquina. Passado algum tempo, até quem nem toma café já está engajado a falar mal da empresa, mesmo sem nem ter sido prejudicado por ela.


Não existe nada mais desencorajador do que trabalhar em um ambiente o qual só se ouve coisas negativas, fofocas e boatos. Este mindset se instala em sua cabeça e você sem perceber começa a perder a motivação, seu trabalho fica menos eficiente, você começa a ficar descomprometido e o caminho seguinte para tudo isso é o desligamento da empresa.


O que enalteço fortemente é que nunca participe de correntes de conversas negativas sobre sua empresa, as vezes as empresas são realmente culpadas, mas fazer parte desta onda não irá resolver o problema e só piorá-lo. Se algo em sua empresa o incomoda, vá diretamente ao seu superior ou a pessoa responsável e relate o problema com maturidade e responsabilidade. Não fique espalhando o assunto com seus colegas e de trabalho e atenha-se somente aos que estejam ligados diretamente a situação.


Para terminar este texto, utilizarei a mesma frase que usei na palestra. Ela é clichê, porém extremamente verdadeira:


 


“TRABALHE COM O QUE GOSTA E NUNCA MAIS PRECISARÁ TRABALHAR NA VIDA! ”



Fonte: Douglas Carvalho

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